domingo, 18 de janeiro de 2015

10 filmes para o fim de semana

Olá galera, saiu hoje no vlog um vídeo de indicação de filmes e venho aqui vos falar um pouco a respeito dos mesmos.
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1.        THE ROCKY HORROR PICTURE SHOW
O filme não segue os padrões que tanto vemos nos musicais mais aclamados, ele tem sua essência própria. Sua história traz a lembrança de Frankenstein e é um filme delicioso, as músicas e o momento em que elas aparecem são muito bem unidos. A história não é tão profunda, porém é o típico filme que vai fazer você querer sair e dançar pela rua.

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2.       EVOCANDO ESPÍRITOS
Esse meio dos filmes de terror é meio complicado. Hoje em dia é muito difícil encontrarmos um filme que nos faça medo, porém ‘evocando espíritos’ nos traz tudo aquilo que pode causar medo. Ele trabalha essa linha entre o real e o imaginário, a sanidade e a loucura. Além de trazer um ‘q’ de espíritos. Em alguns momentos acaba sendo um filme comovente, mas lá pelos seus 20 minutos, ele começa com seus sustos e suas bizarrices. É um filme que vai te deixar com o cabelo em pé.

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3.       LARANJA MECÂNICA
O que falar desse amor de filme? Bem, sou fã de laranja mecânica, tanto do livro quanto do filme. Bem, o filme nos traz, a cima de tudo, a visão de uma sociedade que se assemelha muito ao que vivemos hoje (mesmo tento toda uma trama futurista a vista da época) e é uma trama que me faz parar e pensar sobre  até onde a liberdade do homem pode ir e até onde a sociedade vai para construir mais ‘produtos de seu meio’. As críticas sociais presentes neste são densas, são bem construídas e super válidas. Mesmo sendo um clássico, encaixa-se muito bem nos dias atuais (sem falar no Alex que vai conquistar, ou não, seu coração).

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4.       WEEKEND
Muitos romances nos vem com aqueles típicos clichês, mas weekend foge disso, pois ele nos traz o clichê de uma forma real, de uma forma em que eu e você podemos nos enquadrar, ele é totalmente construído numa linha incerta, numa linha em que acaba parecendo que foi o destino quem o desenvolveu. ‘Weekend’ é um filme que tinha tudo para ser clichê, mas que no final, se transforma na coisa mais transparente e palpável que eu já vi.

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5.       DANÇANDO NO ESCURO
Não há nem o que se dizer deste filme. A profundidade que ele passa é incrível, é tudo muito bem pensado. É o típico filme que fará você chorar horrores sem pudor, sem medo e no final você ainda vai dizer: ‘mas por que?’. Mesmo ele sendo um pouco lento, é uma produção que vale muito a pena.

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6.       A SERBIAN FILM: TERROR SEM LIMITES
Já aviso: se você não tem um estômago tão forte, evite. Este filme traz tudo aquilo que o ser humano pode sentir repulsa, porém é muito bem articulado. Ao fim de todo esse caos, de toda essa insanidade, percebemos que o que acabamos de ver é produto de tudo que acontece no dia a dia, é o que vemos no jornal, é o que nós mesmos tentamos esconder. É a podridão que o ser humano possui dentro de si. A serbian film é um retrato do lado sombrio da mente humana.

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7.       ENSINA-ME A VIVER
Um dos filmes mais amor que já vi na vida. Ensina-me a viver nos traz o contraste da vida, o contraste entre o bom e o ruim e, sem dúvidas, nos faz refletir sobre a diferença entre viver e apenas existir. Um filme singelo, bonito e com uma mensagem de vida. Ao fim, você sentirá vontade de se levantar e viver.

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8.       HOJE EU QUERO VOLTAR SOZINHO
É um clichê, sem dúvidas, mas acho que o que encanta neste filme é a forma como é contato, ele é simples ao mesmo tempo que é profundo, é singelo como o coração de uma criança. À assuntos sérios ele traz uma paz, uma tranquilidade, uma forma bonita de explica-los. É um filme que acaba ganhando nosso coração pela inocência, pela beleza do amor, por mostrar que este sentimento tem muitas facetas, mas não se fecha a ninguém. Ao fim percebemos que sim, todos tem o direito de amar e toda forma de amor é válida.

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9.       IRREVERSÍVEL
Prepare a mente e o estômago. Irreversível é forte, polêmico e vai causar mal estar. Primeiramente por você o entender por completo apenas na última cena, pois ele é contado de trás para frente. Segundo, ele possui uma cena de estupro muito real. Terceiro, há uma vingança que é muito forte. O filme todo tem uma atmosfera muito pesada e ao final acabamos tendo um impacto muito maior por um detalhe que, nossa, parte o coração. É um filme muito bem pensado, muito bem construído (você, no início não entenderá nada e ao final, além de entender, terá um impacto). Além de sua sonoplastia, que convenhamos, causa também um mal estar muito grande.

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      HEDWIG AND THE ANGRY INCH

Totalmente fora do nosso convencional, ‘hedwig’ traz uma trama original, gostosa e totalmente envolvente. É um musical com uma pegada underground, com músicas muito boas e ah... Seus personagens são encantadores.  Não há muito o que falar deles, mas apenas isso: assistam!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Palavras inacabadas de um dia qualquer de trabalho: SEMANA II - AO ANO QUE CHEGA

Este fim traz consigo incertezas, tais presentes em cada instante, mas não percebidas. Há o medo da morte, da perda, da desilusão, porém tais medos são desnecessários.
A cada amanhecer levanto-me, calço meus sapatos e visto o peito de coragem, pois a vida é exatamente isso: caminhar a passos cegos; para errar, para descobrir. Então, a partir daí, as incertezas tornam-se reais: nada na vida, absolutamente nada, é planejado. E eu aceito esta cláusula do contrato vital.
Quero nessa nova etapa fazer-me luz aos olhos dos cegos, fazer-me flor nas mãos dos amantes. Quero permitir que meu peito fale quando necessário e que eu não mais me arrependa. E nos dias de escuridão, faço-me junto a eles, para me descobrir, revalidar-me como homem.
Quero doar mais que pedir, pois ao olhar para os lados que me cercam percebo que sempre há um poço maior que o meu.
A respeito do amor, não pretendo cobrar absolutamente nada. No fundo percebi que o este é livre e voa para o ar que quer, que afeta a quem chegou a hora. Exigi-lo é só uma forma a mais de sofrimento. Em contra partida, não me privarei de amar: as coisas, as pessoas, por fim, a mim, a vida. Amar é sinônimo de alegria, quem ama sabe partilhar, pois mesmo no pouco consegue ver imensidão.
Sou também do querer agradecer mais. A cada manhã olho pela minha janela e esqueço de agradecer o tanto que tenho, a chance que me foi fornecida, mais uma vez, de mudar algo. Pretendo muito agradecer, agradecer a oportunidade de ser quem sou.
O ano se molda com base nos nossos desejos. Mesmo sendo o destino um nó cego, ele acaba sendo uma argila, ao qual moldamos uma estatueta do presente que, logo logo, se tornará um passado estendido na prateleira da vida. E cada a mim decidir se este será exposto no melhor dos lugares ou somente, mais uma ver, esquecido no fundo de um capítulo perdido nessa inóspita memória.
Igor Passos

domingo, 14 de dezembro de 2014

Palavras inacabadas de um dia qualquer de trabalho: SEMANA I - Inconstante

É inconstante, mesmo que não pareça, é inconstante.
Pois o céu nem sempre é azul e o mar é conturbado.
E eu achei que havia amor nos corações, porém só há desilusão.
E o bar é cheio, mas não vejo a vida.
(Porém estes olhos não ousam chorar)
Ser forte, ser inconstante.
Somente nas noites frias, com os filmes tristes
que elas pulam.
(Mas isso não importa)
Somente a solidão.
A inconstante leveza de não ter sido
...
Igor Passos

domingo, 9 de novembro de 2014

TALVEZ

Deslocando o imaginário para o real
montamos nossos dias.
Mas o deslocamento é longo e tudo
parece igual.
E os dias seguem-se monótonos,
a não ser que chova
a não ser que aconteça um acidente.
A alegria não é matinal...

Mas quando chove tudo se transforma.
Tudo se alvoraça.
As pessoas correm contra as gotas.
Porém eu permaneço.
Pois os dias são fortes como as lágrimas celestes.
Os seres são tempestade.
E as semanas são curtas..

Asa relações humanas esvaíram-se.
Sou eu.
És tu.
Não existe o nós.
Meu caro, tome seu café com calma.
Pois enquanto você persegue o sul,
a vida corre para o norte.

O capitão saiu e os marujos tomaram conta do barco.
Nós somos o capitão.
Tal este que se cala
Que abaixa
que não faz mais nada do que existir.
Talvez falte a loucura.
Talvez falte a humanidade...

domingo, 2 de novembro de 2014

CONTO II: Marta e o rapaz do carro.

Marta estava encostada no muro gélido daquela vazia rua. Chovia um pouco e fazia muito frio, sua vestimenta não lhe era propícia, sem levar em conta que o movimento naquela noite estava muito fraco: há duas horas que os carros passavam e não paravam.
Naqueles duros minutos que se seguiam, ela pensava no que decidira para sua vida. "Pra você restou a vida que escolheu, mas pra mim só a voz que Deus me deu". Aos seus 15 a vida era tão singela, não que agora não fosse, mas as coisas se consolidaram de uma maneira um pouco árdua. Sentia falta do calor humano. Abusada já do sexo selvagem, do capitalismo que a consumia. Sentia falta de ser humana. Um cara parou. Marta olhou para dentro do vidro do carro, um homem mito diferente daqueles que tanto iam a sua procura. Era esbelto, cabelos médios, no banco traseiro alguns livros estavam jogados.
- Venha! - Disse o homem - entre.
E ela, por alguma força interna obedeceu, sem impor preços, horários, regras... Apenas entrou.
- Então, qual teu nome?
- Marta. - Nesse instante sentiu uma enorme vergonha por ter revelado sua real identidade aquele rapaz.
Seguiram a viagem em silêncio, Marta olhava com fervor os livros que estavam a sua disposição, o homem  a examinava, não com um olhar de desejo, mas com um olhar maternal. Pegara em suas mãos o exemplar de "A insustentável leveza do ser", lembrava o que sentira quando o lera. Ele olhou-a.
- Belíssimo livro.
- Senti-me viva quando o li.
- Acho que compartilhei do mesmo sentimento. - Estacionaram em frente a uma casa totalmente diferente daqueles quartos de motel que antes se deitara Marta. O homem entrou e deixou a porta aberta, quando ela entrou, o homem apontou o sofá e a bela moça sentou-se.
Não entendera ainda onde queria chegar o estranho do carro. Belo demais, culto por completo, encantador em todos os sentidos, não havia motivo para tais circunstâncias.
- Então, o que vai ser? - Marta estava curiosa e, por incrível que pareça, excitada com a possibilidade de deliciar-se com aquele ser.
- Quero conversar contigo. - Ao falar estas palavras, sentou-se numa poltrona que encontrava-se à frente de Marta.
Enquanto isso, ela estava paralisada. Aquilo a deixou nervosa, era mais estranho do que todo o resto da situação.
- Sobre o quê? - Foram as únicas palavras que saíram de seus lábios.
- A vida... Não acha que ela se transformou em algo tão mecânico?
"Te desejo de dor..."
- Não tão mecânico, mas animal.
- Como assim? - Ele demonstrava um interesse tão grande ao que ela tinha a dizer.
- As pessoas são humanas, mas os sentimentos foram transformados. Não há mais amor puro, não há tanta paz ou amizades. As pessoas pregam o individualismo, a exaustão do homem. Não somos leves, muito pelo contrário, somos uma tempestade que cai sobre um piso de terra...
- Você ama? - Interrompeu-a.
- Não. - Respondeu secamente.
Neste momento Marta percebeu o quanto contribuía para tal fato. Não amava a ninguém, porém fingia dá-lo a todos que falsamente o procuravam. Sentia-se mais impura que nunca.
- E por quê não ama? Não achas que amando o outro, poderia fazer com que os homens fossem mais humanos?
- Talvez não... O amor nem sempre é sinônimo de felicidade. Junto a ele encontramos o ciúme e as falsas esperanças. Mesmo sendo verdadeiro, ele causa danos.
- Acho que estou entendendo seu ponto de vista. Porém creio que você confunde amor com paixão.
Ela se espantou, pois nunca amara ninguém e o amor nunca a foi oferecido entretanto agora um homem qualquer a apresentava a paixão. Sua mente girava em um complexo distante.
- Não entendo. Explique-me por favor.
- Há uma diferença gritante entre o amor e a paixão. O amor é puro, singelo... Assemelha-se a uma criança, não exige muito e ainda traz felicidade, alegria a quem o sente. Já a paixão é individual. Exige do outro aquilo que não somos capazes de proporcionarmos a nós mesmos. Ao nos apaixonarmos, tentamos ver no próximo o remédio para os medos que permeiam nossa alma. 
- Acho que o mundo é uma explosão de paixão...
Os olhos daquele amante brilhavam como estrelas. Sua fascinação por Marta era latente. 
- Mas e você, é paixão ou amor?
- Acho que sou a chama explosiva de um furacão que cospe paixão aos montes.
- Não sei se deveria citar, mas isso me lembra um homem que conheci a alguns anos. ele prezava pela humanização do ser humano, mas tudo que ele deveria falar aos olhos, falava por míseras mensagens. Isso vinha a matar-me!
- Estou matando-te então?
- Não é isso, é que vejo em seus olhos que tens muito a dizer, porém não tem o espaço. 
- Perdão pela intromissão, mas duas coisas: primeiramente, por quê me escolheu? E segundo, porque está sozinho?
- Achei-te interessante e está chovendo, além de eu precisar muito dessa conversa. Estou só pois acho que sou muito amor enquanto os outros esperam e explodem paixão.
Marta calara-se e nem imaginava o que se passava no corpo daquele homem. A qualquer momento poderia morrer e ela estava dando a oportunidade que ele tanto esperava em sua vida. 
Mas as horas passaram e a madrugada chegou, aquele amável ser seguiu seu destino, deixando com a bela mulher o seu exemplar de "a insustentável leveza do ser". Porém Marta não pôde parar para pensar no que acabara de acontecer, pois nesse instante mais um carro parava em seu ponto. Só que os homens eram os mesmos e o carro fedia do mesmo jeito e no fim, os quartos acabaram por serem os mesmos de sempre... E no término... Bem, o término foi paixão, pois o amor já não existia.

sábado, 25 de outubro de 2014

Conto I: Só pra ser teu homem

Naquela Manhã Joaquim perambulava pelas tesourinhas, sua mente voava em um infinito com frequência diferente àquela que ele mesmo se entregava.
Chovia naquela manhã.
As coisas fluíam numa intensidade muito menor do que há tempos atrás. No rádio tocava Clarisse e assim como a música, seus sonhos se configuravam tristes e inertes. Fez o carro parar por conta de um sinal vermelho. Ainda não conseguia aceitar esse trânsito tempestuoso que encontrara em Brasília. 

"Como uma ampulheta imóvel não se meche, não se move, não trabalha..."

Não tinha um local para ir. "Quis dividir mas não soube dosar, peso de mais pra um só carregar". E nem um local para pensar, mas precisava o fazer. Percebera que o mundo configurava-se estranho; era apenas um e fazia de tudo para mostrar a si mesmo o melhor, mas um melhor repleto de ódio e competição... Engraçado, competitividade e ódio com ele próprio.
+.+.+.+
"Somos como flores, porém nos comportamos como armas. Falta tanto amor e compaixão enquanto há de sobra, como Alex diz, a ultra violência. Que as flores desabrochem e formem um jardim de cheiros." Pensava Joaquim enquanto tragava seu Malboro sentado em um chão gélido qualquer. Enquanto tragava os últimos centímetros do cigarro, uma imagem veio a sua mente:
" Somos como esse cigarro: nascemos numa caixa, a sociedade vai tirando parte por parte nossa, tragando-nos, usando-nos e jogando-nos ao ar. Por isso que algumas pessoas estão mortas e mesmo assim continuam caminhando. Espíritos mortos em castas mais vazias ainda."

"Quando eu percebi estávamos só nos dois de novo nesse apartamento. Organizar o tempo que se foi e o que vai ficar..."

Não percebera ele, mas Antônio sentara-se ao seu lado. Histórias cruzadas de dois seres que se configuram em um só.
"O mundo é repleto de armas, mas algumas pessoas ainda permitem-se ser flores. E ele é a rosa que faltava em meu jardim..."
E mesmo que Joaquim em outra frequência encontrava-se, sabia que, no fundo, a beleza da alma ainda se encontrava em uma pequena comunidade.
Mesmo sendo só uma sociedade, o belo real ainda tentava se mostrar, para ela própria. Joaquim sabia disso e enxergava toda essa afirmativa nos olhos de seu universo: Antônio. Tal este que as armas existiam, porém as flores transpiravam de seus olhos.

domingo, 19 de outubro de 2014

Vai menina

Eu sei que dói pequena...

Enquanto tu escreves nestes papeis molhados pelas lágrimas que escorrem do teu rosto, o mundo corre lá fora. Eu sei que parece uma queda, tal esta que nunca acaba, porém pequena, ela acaba sim.
Vai menina, limpe esses olhos, pegue aquela rosa que tanto gostei de lhe dar, vai, vista seu vestido, coloque seu salto. Salte para a vida.
Parece que tudo se desfez em pequenos repartimentos e que nenhum destes lhe cabe mais, como uma roupa velha, porém, entenda, a vida é assim. Do início à chegada vários meios termos existem e estes, caso para trás fiquem, é por quê deveriam lá ficar. O melhor te espera.
Vai menina, olhe nestes espelhos que refletem tua dor: retire-a! Vai menina, desça a rua, compre teu sorriso novamente. Eu sei que dói, mas olhe-se e procure o melhor. Você é o melhor.
Vai menina, pare de olhar no relógio, evite tentar ser alegria, apenas deixe acontecer. A vida possui flores também, pegue-as.
Você as merece.
Levante-se e cresça novamente. 
Vai menina, retire o preto da vista e pinte os lábios com o radiante vermelho. Há um mundo desconhecido a cada esquina esperando tua ida.
Eu sei que dói.
Mas é necessário. A vida exige isso, a faça. A viva e não exista. 
Vai menina, realize teus mais profundos sonhos, como se hoje fosse só teu, pois é. Não olhe para trás.
A bondade que tu carregas é excepcional, porém use-a para ti também.
Vai menina, se rabisque de alegria, faça valer teu nome.
Vai menina, não oprima tudo isso que queres.
Vai menina, venha ao meu encontro para juntos sermos felizes. A felicidade bate a tua porta e espera uma grande ópera, pois seja a natureza exposta compondo a mais linda das sinfonias.
Menina, levante a cabeça... O passado é um livro que não é de leitura obrigatória, a cada dia se é possível renascer e recriar-se, como um texto que não deu certo de início.
Vai menina, acredite que você vale a pena. 
Pois eu, eu, mesmo com todos meus defeitos mais oriundos, acredito.

O mundo precisa de ti.